Do UOL Esporte
Em São Paulo
Uma das empresas que lideram a disputa para construção do sonhado estádio do Corinthians, a Egesa Engenharia S.A. foi condenada, juntamente com mais dois funcionários públicos, a devolver R$16 milhões aos cofres públicos por causa de indícios de superfaturamento em rodovia de Tocantins.
A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo Jornal da Tarde.
Surpreendido com a notícia, o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga, tentou minimizar o fato, mas admitiu que o negócio terá que ser revisto.
“Temos que tomar cuidado porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos por conta das leis e mais leis que são criadas. Não podemos colocar no mesmo patamar a Egesa, que tem sede e presidente conhecidos e a MSI, que ninguém sabia onde ficava”, disse Alvarenga ao JT.
Procurada pelo jornal, a Egesa não quis se pronunciar. Na Justiça, a construtora alega que a estrada custou mais do que o previsto, pois houve crescimento no preço de tabela de alguns serviços utilizados na obra.
Nota do blog do Juca: adivinhe quem apresentou a empresa ao Corinthians. Se suares para descobrir é porque desconheces as coisas do clube.
E adivinhe por que a comissão formada para estudar o projeto do estádio, composta por gente séria, achou melhor se dissolver.
Segue a reportagem completa:
Tribunal condena parceira do Timão
Marcel Rizzo, marcel.rizzo@grupoestado.com.br
A Egesa Engenharia S.A., uma das empresas que assinou a carta de intenção para a construção do estádio do Corinthians, foi condenada no dia 3 de março pelo Tribunal de Contas da União, em conjunto com dois ex-funcionários públicos, a devolver aos cofres federais mais de R$ 16 milhões. Motivo: indícios de superfaturamento na construção de trecho de estrada no Estado do Tocantins.
A condenação do possível parceiro pegou de surpresa a diretoria corintiana. O vice-presidente jurídico, Sérgio Alvarenga, admitiu que a negociação terá agora de ser analisada com cuidado por causa da traumatizante parceria com a MSI.
A assinatura do contrato entre o Timão e o consórcio firmado entre Egesa e Seebla, ambas de Minas Gerais, depende do aval do Conselho Deliberativo do clube, em reunião ainda sem data marcada. Por enquanto foi firmado um documento de prioridade, com validade até 30 de abril, data em que as empresas precisam apresentar o terreno e a carta de crédito para iniciar a obra. Depois da condenação da Egesa, a diretoria vai sofrer pressão da oposição para que a proposta nem seja colocada em votação.
Oposição vai agir
“Temos que tomar cuidado, porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos, por conta de leis e mais leis que são criadas. Não podemos colocar no mesmo patamar a Egesa, que tem sede e presidente conhecidos, e a MSI, que ninguém sabia onde ficava”, ponderou o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga. “Mas é lógico que é um caso que precisamos analisar com cuidado. Houve trauma do problema com a MSI, com certeza.”
No caso de Tocantins, o TCU entendeu que houve sobrepreço de 21,96% do valor do contrato. Ao lado do ex-secretário de Infra-estrutura do governo do Tocantins José Edimar Brito Miranda e do ex-diretor do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER), atual Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes), Genésio Bernardino de Souza, a construtora é acusada de superfaturamento de trecho da construção da BR-230 entre as cidades de Aguiarnópolis e Luizinópolis.
A investigação começou em 2000 e o valor total a ser devolvido é de R$ 16.861.190,44. Além disso, a empresa e os outros condenados precisarão pagar multa de R$ 50 mil, em até 15 dias a partir da notificação do resultado, para comprovação do recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional. O TCU também pediu ao Dnit o cancelamento dos pagamentos para a empresa. Cabe recurso para todos.
A assessoria de imprensa do Corinthians disse que o presidente Andres Sanches desconhece a condenação e as acusações contra a empresa. O vice Heleno Maluf, que coordena o projeto com o consórcio, não foi encontrado para comentar o caso.
A Egesa foi procurada, mas não enviou resposta até o fechamento da edição.
6 respostas Até agora ↓
Diogo Costa // Março 22, 2008 às 3:58 am
Como dito na nota do blog, triste e incrível ..
Mas esperado
larissabeppler // Março 22, 2008 às 6:13 am
“Esse estádio é tão interessante pra quem for o autor da assinatura que o faça ser construído, que ele não deve nunca sair do papel.”
Rodrigo M. O // Março 22, 2008 às 8:14 am
“Temos que tomar cuidado porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos por conta das leis e mais leis que são criadas.”
Realmente , Não da pra acreditar como alguem esclarecido pode falar uma coisa dessas , chego a pensar que é pra tentar iludir mesmo a maioria dos torcedores que não tem esse conhecimento.
No Brasil temos o Principio da Retroatividade da Lei Penal Mais Benefica , isso em lingua de gente é , A Lei só retroage para BENEFICIAR O RÉU, portanto a empresa não foi PEGA DE SURPRESA POR ALGUMA LEI NOVA NÃO.
ainda sobre o crime , O Código Penal Brasileiro , deixa claro nos seus artigos 1° e 2°
Art. 1º – Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
Art. 2º – Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
OU SEJA , quando a empresa cometeu o CRIME ja existia a lei prevista no código e a pena para ela CASO CONTRARIO não poderia ser punida pelo mesmo.
O que me deixa ainda mais aborrecido que em tempos de transparencia ,não haja UMA pessoa sequer na diretoria TODA que tenha a hombridade de chegar a público e dizer “Realmente , não estudamos direito e essa empresa não era digna do Corinthians”.
Deixa a impressão que realmente havia um acordo com essa empresa , algo que a lei não poderia saber e por isso procuraram essa empresa .
Mais uma vez , A Diretoria deixa a desejar em suas ações e declarações;
LAMENTAVEL.
Resposta: Estava esperando um advogado que falasse desse trecho da entrevista, com ele eu percebi, fazendo um link com a notícia anterior da Carla Dualib e sua advogada, o porquê essa Gislaine adora entrar em litígio com o Corinthians.
Rodrigo Lança // Março 22, 2008 às 1:39 pm
Praticamente o parceiro ideal para o Corinthians , ate aonde eu saiba no parque São Jorge oque mais tem são contas superfaturadas.
Pelo menos la os caras sãon condenados a devolver , e no corinthians que ninguem devolve nada….. é o sujo falando do mal lavado…
Jarbas // Março 22, 2008 às 5:09 pm
Ainda bem que temos nesse blog, um companheiro bem próximo da atual administração, tanto que disse fazer suas perguntas diretamente, não necessitando o blog.
Com essa proximidade e, como não sabemos se a Diretoria lê este blog, sugiro passarmos a fazer as peguntas e cobranças a ele.
Acredito que o mesmo, possa nos ajudar com suas luzes, para esclarecer esses assuntos que nos afligem diariamente.
No caso dessa empresa, Lança, será que foi esse o motivo da comissão de notáveis ter desistido de analisar o projeto?
Obrigado antecipadamente pela resposta.
Rodrigo Lança // Março 22, 2008 às 8:17 pm
hahahahahahahaha, me cobrar , c ta loko Jarbas…rsssss… so pq eu conheço meia duzia de pessoas não quer dizer q eu mereça ser cobrado neh…rssssss
Segundo informações dos proprios “notaveis” eles desistiram de analisar o projeto por falta de tempo habil para tal , o terreno tinha q ser comprado em poucos dias e não daria tempo de se fazer uma analise mais profunda.
Mais em relação ao estadio ainda havera muitos capitulos nessa novela , dizem as mas linguas q o terreno da marginal ja foi vendido e sera construida uma igreja se eu não me engano da Universal .
Na minha humilde opnião essa historia de estadio como sempre foi no Corinthians é apenas campanha eleitoral .