Por Larissa
Começo por lembrar parte da trajetória do presidente do Corinthians Andrés Sanchez no clube. Vejamos:
Em 2003 Sanchez passou a fazer parte do “justo” conselho vitalício do clube. Em 2004, apresentou seu cartão de visitas no Sport Club Corinthians Paulista, montando o patético time daquele ano, o da famosa “baciada”. Cargo que lhe foi conferido pelo honestíssimo Nesi Curi.
Já em 2005 o atual dirigente foi vice presidente de futebol, ano no qual o Corinthians conquistou o tetracampeonato brasileiro, porém por conta da parceria com a MSI, envolveu-se no maior escândalo de sua gloriosa história. Tudo isso ocorreu com o aval de Andrés Sanchez em parceria com Alberto Dualib e Nesi Curi, bem como, a maioria dos conselheiros do clube.
O que pode ser entendido desses fatos? Para mim, que o passado do cartola não inspira confiança.
Pois bem, o assunto do momento no Parque São Jorge é a reforma estatutária. A comissão formada para tratar desse assunto é encabeçada por Sérgio Alvarenga (vice jurídico de Sanchez) e Felipe Ezabella. Estes propõem a reforma das DIRETAS JÁ.
Atentem para o fato de que Andres Sanchez tem maioria na assembléia de sócios e talvez por isso esteja a favor das diretas. Atentem também para o fato de que as leis que regem esse novo estatuto, viabilizam o continuísmo no poder. É até possível traçar um esboço de como se dará a nova perpetuação na administração do clube: Sanchez -> Gobbi -> Sanchez …com aval do novo estatuto e falsa “democracia”.
Tudo parece nos colocar diante de um paradoxo. Lutar pela democracia, pelas Diretas Já, sabendo que esse projeto é aparelhado pelas intenções políticas de certos dirigentes?
Sim…ainda acredito que devemos lutar pela democracia. As eleições diretas precisam partir de algum lugar, ainda que do Sanchez. O que não podemos permitir que ocorra, é que isso se faça da maneira deles, que se faça para que os mesmos possam continuar administrando o clube mesmo após o prazo previsto que é até 2009.
Que não ocorra um continuísmo com Gobbi eleito posteriormente, pois isso seria a perpetuação da “nova corja”, contra toda a democracia. Afinal, não é preciso uma reeleição para que haja um continuísmo.
Diretas sim! Mas com consciência e fiscalização. Atenção para o novo estatuto.