O Corinthians dos Corinthianos

Teledramaturgia: Reforma no Estatuto

Março 13, 2008 · 7 Comentários

 Por Larissa

A notícia que circulou durante as últimas semanas na internet, por parte dos grupos de torcedores preocupados com a democracia no Timão e com a reforma estatutária, era a seguinte:

“Atenção Nação Alvinegra, agora é a hora de mudar o Corinthians!!!
É chegado o momento em que todos os corinthianos – associados e torcedores – têm que se unir para lutar por um Corinthians democrático. O Conselho Deliberativo se reunirá no dia 18 de março para decidir sobre o novo estatuto que regerá o clube, e a presença de todos é muito importante.”

 Não é mais!

A reunião foi novamente adiada e a nova data, ainda extra-oficial, de acordo com o presidente do Conselho Deliberativo Carlos Senger, é dia 24 de março.

Não perca, Reforma no Estatuto, a nova novela do Parque São Jorge!

Nota: Até quando vão conseguir protelar uma reunião de tão fundamental importância nesse momento de “renovação” no nosso amado Corinthians?

A nação clama por democracia! Por medidas de ação! Queremos a reforma estatutária. Queremos Diretas Já! Queremos renovação, transparência e divisão democrática do poder, democracia de fato e não somente no site oficial do clube.

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Corinthians-MSI é citado como mau exemplo pela FIFA

Março 13, 2008 · 1 Comentário

Jamil Chade – O Estado de S. PauloEddy Risch/APZURIQUE – A Fifa começa a implementar uma série de medidas para evitar que o modelo de parceria entre a MSI e o Corinthians se espalhe pelo mundo. Nesta quarta-feira, a entidade máxima do futebol anunciou que uma série de nove medidas já começaram a entrarem vigor para tentar ‘limpar’ o futebol de corrupção, lavagem de dinheiro e apostas. “Essas medidas tem como objetivo proteger e promover o futebol”, afirmou Joseph Blatter, presidente da entidade.

Uma das principais medidas é a adoção de um sistema de licenciamento de clubes. Pelo sistema que começa a ser implementado na Ásia e em breve estará em todo o mundo, a Fifa terá todas as informações de quem é o proprietário dos clubes e de onde vem o dinheiro. Na Europa, o sistema também já entrou em vigor. “A idéia é garantir a integridade das competições, que podem ser afetadas por mudanças dramáticas no volume de capital de origem pouco clara nos clubes”, explicou a Fifa em uma nota.

Como exemplo, a Fifa cita o Corinthians. “Em 2004, um empresário investiu um volume enorme de recursos em um clube sul-americano e reforçou o time de uma maneira espetacular. O dinheiro investido tinha origens suspeitas e o investimento rapidamente parou. Três anos depois, o clube foi rebaixado para a segunda divisão”, alertou, se referindo à empresa do iraniano Kia Joorabchian.

Outra medida tomada pela Fifa e inspirada na MSI é a maior regulação na direção dos clubes por investidores. Ao comprar jogadores como Tevez, a MSI acabou tendo influência sobre as decisões esportivas no Corinthians e isso estava claro no próprio contrato entre a empresa e o clube.

Além disso, o dono do jogador pode decidir negociá-lo com um terceiro time, sem que o clube tenha qualquer interferência.Pela nova lei da Fifa, o clube será sempre o principal ator e responsável na negociação de um jogador. No caso de Nilmar, o Lyon se queixava de que nunca tinha recebido o dinheiro do Corinthians. O clube alegava que a responsabilidade era da MSI.

A Fifa também decidiu adotar um novo sistema para os agentes de jogadores, que agora terão de renovar seu status de “agente da Fifa” a cada ano. A penas sobre agentes também foram reforçadas.

Para completar, a entidade criou um banco de dados internacional que compilará todas as transferências de jogadores, inclusive com o valor do negócio. “O sistema mostrará de onde e para onde o dinheiro irá”, afirma o presidente, que conta que apenas em 2006 25 mil transferências de jogadores foram enviadas à entidade, todas por fax. A Fifa espera que, com isso, os casos de lavagem de dinheiro entre clubes possa ser combatida.

REBAIXAMENTO A Fifa ainda adotará em maio uma medida para garantir que apenas os resultados em campo possam contar para determinar se um clube será rebaixado ou promovido. O que a Fifa teme é que um grupo de investidores que já contam com um clube em uma divisão inferior compre um clube de outra divisão e simplesmente mude de liga. Isso ocorreu na Espanha com o Granada, que tentou passar da quarta para a segunda divisão.

Para que esse controle funcione, porém, a Fifa admite que precisa fortalecer seu sistema de controle de apostas. O problema atingiu nos últimos anos os campeonatos brasileiro, belga, tcheco e alemão. Um acordo com casas de apostas já está em vigor para que apostas pouco convencionais em jogos das Eliminatórias para a Copa de 2010 sejam comunicados à Fifa.

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Qual é a Solução? III

Março 13, 2008 · 4 Comentários

Por Partigiano Tchê

Em post anterior, tratei de sistemas alternativos de gestão
em clubes.
Em alguns casos, fui bem entendido. Em outros, não.
Especialmente porque conceitos de referência histórica, como
anarquismo, ação direta e autogestão ainda não são
bem compreendidos.

Grandes projetos e grandes instituições dependem de grandes
idéias, que geralmente são produto de um debate coletivo.

Então, fica a pergunta: se há um novo paradigma de gestão,
como poderíamos adaptá-lo ao nosso Corinthians, de modo
que qualquer pudesse ser presidente?

Primeiramente, vale dizer que os tiranos menos têm poder
onde mais o cidadão pensa e participa. E talvez seja essa
a saída para o drama em que o futebol se meteu, cada vez
mais desacreditado, cada vez mais um espetáculo de cartas
marcas, em que o lucro vale mais que a paixão.
E em nosso clube, tão marcado pelo delito e pela exploração
criminosa, um choque de gestão coletiva e transparente
poderia recolocá-lo nos trilhos de sua tradição quase
centenária.

Vejam que o simples desejo de comprar um time reúne
milhares de pessoas na Inglaterra, na Itália e até nos EUA.

Não seria muito mais fácil aplicar esse desejo a um clube
já existente, dividindo o poder e a responsabilidade entre
seus amantes?

Gostaria de apresentar uma singela
proposta, que pode morrer aqui ou chegar até os ouvidos
de quem detém o poder. Pode até ser que os inspire de
alguma forma… Fica a sugestão… Na seqüência:

 1) O SCCP transformar-se-ia em um clube diferenciado, capaz de
honrar o desejo de seus fundadores, interessados em dividir
o poder e criar opções de crescimento social compartilhado.
2) Assim, serviria de ponte para que o maior número de
brasileiros alcance o merecido protagonismo na vida
esportiva do País.

3) Todo o sistema de representação e poder seria revisto.

4) O clube deixaria de ter um presidente, para ter um chairman,
um profissional com funções executivas, escolhido pelo
conjunto dos proprietários.

5) Outros profissionais seriam designados para funções de
importância no clube, a partir do voto direto dos sócios-
proprietários.

6) O Conselho, com 400 membros, seria eleito a cada 4 anos
e teria a função de fiscalizar as ações do poder executivo
local.

7) Seria criada a figura do sócio, apenas para efeito de
freqüências às dependências sociais.

8 ) Seria instituída a figura do sócio-proprietário, capaz de ter
voz e voto em todas as ações fundamentais à vida do clube.

Exemplos:

- votar projetos estratégicos;
- votar nos membros do grupo diretivo;
- votar para a escolha de membros da comissão técnica;
- definir contratações de peso;
- definir mudanças em peças midiáticas, símbolos, imagens, etc…
- depor membros do grupo diretivo;
- definir projetos para o estádio e outras construções;
- entre outras.

9) O canal já existe e todos esses pleitos seriam convocados
pela comissão de gestão participativa, com 20 pessoas,
eleitas pelo Conselho Deliberativo. Os votos seriam computados
pela Internet.

10) Condições de participação:

- sócio-proprietário, com ao menos um ano de casa e
mensalidade em dia;
- sócio-proprietário que não tenha qualquer ligação societária
com empresas de intermediação de jogadores ou com
agremiação diretamente concorrente.

11) Conselheiros: podem ser votados sócios-proprietários
com mais de cinco anos de inscrição no quadro de associados.

12) Todos os temas de votação direta devem ser definidos em
cláusulas estatutárias;

13) Ao contrário do sistema de transformação em clube-empresa,
o clube se tornaria um clube de direito compartilhado.

No sistema convencional, um único acionista podem comprar
50% mais 1 das ações e virar controlador do clube. Seria triste
se um palmeirense ou sujeito de má índole obtivesse esse
controle acionário do clube.

O sistema “compartilhado” permitiria a venda de “títulos de
direito pessoais”.

Ou seja, cada associado teria direito a “uma” única ação e
direito a apenas um voto.

Por isso, você, eu, fulano ou sicrano seriam “presidentes”, todos,
com os mesmos direitos, e de forma vitalícia, caso se mantenham
em dia com suas obrigações.

14) Uma campanha inicial poderia fixar o valor em R$ 180 reais
por ano, o que seria pagável por boa parte dos corinthianos.

Isso equivale a R$ 15 reais por mês. Menos do que se gasta
numa ida ao cinema.

Uma campanha massiva poderia fixar a meta de 200 mil
associados no primeiro ano.

Isso renderia anualmente R$ 36 milhões aos cofres do clube,
valor que seria somado a quotas de patrocinio, licenciamentos e
quotas de TV, num sistema transparente, com balanços
divulgados pela Internet.

15) O número de sócios-proprietários seria ilimitado, com a meta
de 1 milhão de sócios em 10 anos, algo factível se o exemplo
participativo for apresentado a toda a sociedade.

O resultado seria uma arrecadação de R$ 180 milhões por ano,
o que poderia garantir equipes sempre competitivas e a
construção de um aparato de base com:

- a Universidade Corinthians (Unicorinthians);
- centros de revelação de jogadores e de educação e cultura em
todos o País;
- apoio aos esportes amadores em escolas especiais;
- centro de referência internacional em cultura física e desportiva.

As idéias estão aí, e são factíveis, com esforço e vontade. Basta
que se veja o exemplo de associações autogestionárias
espalhadas pelo mundo. Que algo de bom ocorra.

Nota do Blog: O que se propõe ao clube é um processo de radicalização da
democracia, com base num conceito historicamente fundado no
anarquismo. Todos donos têm voz e voto. Tudo é regido pelo Estatuto, inclusive a definição do que é passível de votação. Tudo dentro da Lei local, com total controle e transparência. Simples, mas difícil fazer acreditar.

Gostaríamos muito que apenas 20% dessas idéias fossem pelo menos comentadas pelo clube. Seria um enorme avanço…Uma pena que pessoas com idéias tão brilhantes não participem com maior intensidade do nosso clube.


 

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