O Corinthians dos Corinthianos

Desvendando a questão do Estatuto

Junho 25, 2008 · 1 Comentário

Tentaremos de maneira rápida e direta explicar todos os acontecimentos que envolvem a aprovação e registro do novo estatuto do SPORT CLUB CORINTHIANS.

PARTE I: O QUE JÁ ACONTECEU

CAMINHO PARA REFORMA DO ESTATUTO

1. Elaboração e adequação ao Novo código Civil
2. CORI
3. Conselho Deliberativo
4. Assembléia Geral
5. Registro em cartório

1. Elaboração e adequação ao Novo código Civil
O Novo Código Civil alterou alguns aspectos na forma de organização das Associações (o Corinthians é uma associação). Essa nova lei deu um prazo de dois anos para que todas as Associações do país se adequassem à nova legislação. Em 2005, entretanto, foi sancionada a lei 11.127, que modificou novamente a parte que fala sobre o tema. Com isso, o prazo para adequação foi prorrogado para janeiro de 2007.
Por motivos que eu desconheço (e que o seu Dualib deve saber!), isso não foi feito dentro do prazo.

Mas e aí? Nosso clube está ILEGAL?
Segue um trecho de um parecer dos cartórios sobre aqueles que não se adequaram:

O Código Civil em vigor não estabelece qualquer sanção para quem não tomou essa providência. Porém, as pessoas jurídicas que não se adequarem estarão irregulares e dessa forma estarão sujeitas a problemas junto a bancos e/ou órgãos públicos. Mas, elas poderão providenciar a regularização dessa situação a qualquer momento. Não compete ao Registrador fiscalizar ou tomar qualquer atitude em relação às pessoas jurídicas que não observaram o prazo legal.
Agora, mesmo terminado tal prazo, o Registrador poderá receber normalmente as adaptações necessárias.

Assim, sem sensacionalismo ou descaso: o Corinthians está irregular. mas não é um caso anormal. Muitas outras associações ainda não se adequaram, e essa alteração pode ser feita de maneira simples, a qualquer tempo. Contudo, é fato que algumas movimentações financeiras fivam bloqueadas, como o dinheiro da Timemania que não podemos receber.

Para que pudessemos sair do impasse, o Conselho Deliberativo formou uma Comissão de Reforma do Estatuto, que elaborou propostas de reformulação, levando em consideração algumas outras propostas, idéias de associados, etc… Além desse estatuto, alguns outros grupos/pessoas correram por fora e também elaboraram a sua própria proposta, como foi o caso do Caetano Matanó.

2. CORI

É o Conselho de Orientação, presidido pelo Citadini. Não aprova nem desaprova nada. “Orienta”.
(Veja os membros do CORI: http://www.corinthians.com.br/2008/clube/default.asp?categoria=CORI)

Com o problema de afastamento do Dualib, aprovação das contas, e diversos rolos do ano passado, o CORI decidiu que não ia apreciar o novo estatuto em 2007. Deixou para votar no início de 2008. Consta que existiam duas propostas oficiais de alteração do Estatuto. As mesmas foram submetidas ao CORI, para que pudessem ser votadas pelo Conselho Deliberativo.

Dia 28/02, o CORI reuniu-se para analisar as propostas e sugerir algumas alterações. Dentre elas, a famigerada proposta de alteração do artigo 87,k. Como segue:

Sugestões aprovadas pelo CORI, em reunião realizada dia 28 de fevereiro de 2008, de alteração dos projetos de Estatuto elaborados pela Comissão Especial de Reforma do Estatuto criada pelo Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista
Artigos 45, 87 e 149- competência para alterar o estatuto do Cd e não mais da AG, assim, deve ser alterado o artigo 45 e o 87 com o acréscimo da letra K
K – alterar este Estatuto quando expressamente convocado para esse fim, reconhecido, preliminarmente pelo CD, a necessidade da reforma.

O Ezabella, como se diz por aí, votou contra a aceitação dessa “orientação” e foi voto vencido por 10 x 1. A proposta deveria ser incorporada.
O CORI, a Diretoria, a Assessoria de imprensa… seja lá quem for, NÃO DIVULGOU ESSAS ALTERAÇÕES NO SITE, onde estava a proposta de “novo estatuto”.

Dia 11/03, salvo engano novamente, o CORI reuniu-se para assinar as propostas, acredito que já com a incorporação das suas sugestões. Foi nesse dia que resolveram adiar a reunião do Conselho Deliberativo do dia 18 para o dia 24.

3. Conselho Deliberativo

Dia 24/03, o Conselho Deliberativo votou e aprovou o novo estatuto, isso é fato. Contudo, se analisarem a proposta que foi entregue naquele dia aos Conselheiros, poderão verificar que o artigo 46, II e artigo 87, k, já estavam alterados.
Foi feita a maior mobilização para que a reunião fosse marcada logo, todos preocupados no voto aberto, para que houvesse aprovação das tão faladas ELEIÇÕES DIRETAS. Fizeram tanto barulho, mas esqueceram de reparar no principal: as sugestões feitas pelo CORI. Os conselheiros presentes não conseguiram ler o estatuto no dia, muitos foram embora…

O fato é: o Conselho aprovou o Estatuto “emendado” pelo CORI, com a 87, k e tudo mais.
O próximo passo seria o Senger convocar a Assembléia geral.

4. Assembléia Geral
5. Registro em cartório

Quando a questão da 87,k veio a tona, cada um decidiu tomar um partido. Acontece que não há jurisprudência consolidada sobre o tema, e diversas interpretações poderiam ser feitas. Não adianta explicar a confusão doutrinária que aconteceu porque já sabemos o resultado:

O Senger ignorou a Assembléia e mandou o estatuto pro cartório.
O Cartório verificou o estatuto, entendeu que o mesmo estava em desacordo com o Código Civil, e mandou de volta.
Os motivos mais fortes são: a letra k contraria frontalmente o Estatuto. E, segundo o Código Civil, a única instância que pode alterar o estatuto é a Assembléia Geral, ignorada pelo Corinthians.

CONCLUSÃO

As motivações e trâmites legais são complicados de se ler, mas basicamente simples de se entender:

- Aprovaram um estatuto com eleições diretas. Na prática, tentaram dar um golpe inconstitucional, ao atribuirem poder ao conselho, através da letra k, para uma coisa que apenas a assembléia geral tem por lei o direito de fazer, que é uma nova alteração de estatuto.
O que isso significa?
Simples, significa que nosso conselho de ratos aprovou um estatuto que poderiam mudar daqui um ano se quisessem, podendo retornar ao modelo atual de eleições indiretas no momento em que desejassem.

Só que, por lei isso não pode mais, logo, o cartório não aceitou.

Tentaram dar um golpe exibindo o que seria uma democracia de araque, só pra enganar trouxa, mas quebraram a cara, porque as mentes brilhantes que tentaram dar o gato desconhecem a lei, ou o que é mais passível de ter acontecido, sabem que o direito é interpretativo e tentaram se aproveitar dessas brechas.

Seria uma notícia ruim quando da devolução do estatuto, se não guardasse em si uma boa notícia para nós. Isso significa que não poderão usurpar o poder de alteração do estatuto da assembléia geral de sócios como pretendiam com a alinea K, a não ser que tentem novamente (o que é bem possível), alterar o estatuto nos moldes escusos e o cartório acabe aceitando registra-lo.

PARTE II: O QUE ESTÁ PARA ACONTECERCom o Estatuto de volta, o Corinthians poderia percorrer dois caminhos distintos:
1. REGISTRA POR LIMINAR
É o método que os outros clubes utilizaram. É um meio judicial. Por essa razão, o registro demoraria muito. Assim, nada de eleições diretas no ano que vem.

2. ARRUMAR OS PONTOS REJEITADOS PELO CARTÓRIO
Ou seja, refazer parte daquele caminho de antes.
E parece que é o que será feito.

Consta que com o estatuto devolvido, a Comissão do Estatuto se reuniu e decidiu pela primeira: vão seguir o curso normal: CONSELHO -> ASSEMBLÉIA ->CARTÓRIO.

Reza a lenda que o Senger marcará a Assembléia dentro de um mês.
Aguarde cenas dos próximos capítulos.

Parecer de Devolução do Cartório:

http://img241.imageshack.us/img241/6776/cartorioll1.jpg

No documento acima o juiz apresenta 4 motivos que inviabilizam o registro do Estatuto alvinegro.

Texto de Lara e Yule Colaboração de: Blog do Silvinho, Shadow Hunter, Lucas Medina, Blog do Paulinho e Comunidade Corinthians 1910.

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Dualib e Nesi suspensos do Corinthians

Junho 25, 2008 · Deixe um comentário

Alberto Dualib e Nesi Curi estão suspensos do Corinthians
Junho 24, 2008 by Paulinho

Alberto Dualib e Nesi Curi acabam de ser suspensos do Corinthians.

A decisão foi tomada em reunião realizada hoje pelo CORI.

Foram três as resoluções nesse caso:

1- Dualib e Nesi Curi estão suspensos do quadro de associados do Corinthians até a decisão final do Conselho Deliberativo.

2- O processo de expulsão de ambos foi encaminhado para a Comissão de Ética que terá 15 dias para dar o parecer ao Conselho Deliberativo.

3- Com o parecer em mãos o presidente do conselho, Carlos Senger, terá 15 dias para convocar a reunião que pode decidir pela expulsão da dupla.

Dualib e Nesi, acuados, prometem contar muitas coisas.

O caldo vai ferver no Parque São Jorge.

Nota do Blog: É um começo, no entanto, todos sabemos que eles já deveriam ter sido expulsos do quadro de associados há tempos. E, acredito eu, todos sabemos também porque é que não foram.

Agora me resta ficar aqui, torcendo pra eles abrirem o bico logo e fritarem todos os envolvidos que é pra ver se a palhaçada acaba.

Embora eu duvide muito que vá acontecer algo. É só pressão, chantagem barata. Logo alguém dará um jeito de mante-los calados. Até porque Dualib e Nesi não têm muito a ganhar falando, além da extrema unção, claro.

E quem é que vai acreditar nos bandidos quadrilheiros?! A não ser que estes apresentassem PROVAS (sonhar não custa nada!).

Salvem o Corinthians!

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O Corinthians e o Estatuto Devoldido

Junho 22, 2008 · 2 Comentários

O “novo” estatuto corinthiano foi devolvido pelo cartório devido à tal alínea “K” que comentei aqui anteriormente e no blog O Corinthians dos Corinthianos. Para quem não se ligou no golpe, segue o post:

http://diretasnocorinthians.wordpress.com/2008/04/03/golpe-premeditato/

Eu havia conversado sobre com um advogado e leitor do blog, Daniel Remorini, para avaliar a questão e ele me informou na época que o artigo 59 do Código Civil, ao contrário do que dizia a turma do Conselho alvinegro, por conveniência, é constitucional.

Segue a explicação de Daniel, na época: “A arguição de inconstitucionalidade do art. 59 se baseia na impossibilidade, vista por quem defende esta tese, de a legislação infraconstitucional determinar quem, exclusivamente, pode alterar o estatuto, em razão da autonomia do funcionamento e da organização da associação expressa no art. 217 da CF. Ao menos penso que falem isso, é a única argumentação possível, tem de saber de alguém dentro do Parque São Jorge. No entanto, isso não está correto. Qualquer clube dispõe sobre seu funcionamento e organização da forma como quiser – Palmeiras, Corinthians, Santos etc têm órgãos diversos entre si, e divergem quanto à organização dos seus órgãos – independentemente das disposições sobre associação do Código Civil. O artigo 59, como os demais dispositivos referentes às associações, serve para que uma associação não seja criada e gerida de qualquer jeito. O Código dispõe apenas sobre alguns aspectos basilares, como conteúdo obrigatório para criação de uma associação, inexistência de direitos e obrigações recíprocos entre os associados, possibilidade de exclusão do associado somente por justa causa etc. Não há interferência. O art. 59 salvaguarda a democracia, o direito da maioria exercido por ela própria diretamente, ao impedir que um grupo reduzido – um conselho – altere algo fundamental em um clube como um estatuto ou que destitua os administradores – incisos II e I do artigo. Assim, atacar a constitucionalidade do 59 mostra que procuraram um meio de retirar das mãos da assembléia a prerrogativa privativa de alteração do estatuto.
Portanto, título da coluna do blog, expressa bem a situação…possível golpe do K.”

A coisa é complicada de se ler, mas basicamente simples de se entender.

Aprovaram um estatuto com eleições diretas, em tese tudo lindo, maravilhoso e tal.
Na prática, tentaram dar um golpe inconstitucional, ao atribuirem poder ao conselho para uma coisa que apenas a assembléia de sócios tem por lei o direito de fazer, que é uma nova alteração de estatuto.

O que isso significa?

Simples, significa que nosso conselho de ratos aprovou um estatuto que poderiam mudar daqui um ano se quisessem, podendo retornar ao modelo atual de eleições indiretas no momento em que desejassem.

Só que, por lei isso não pode mais, logo, o cartório não aceitou.

Tentaram dar um golpe exibindo o que seria uma democracia de araque, só pra enganar trouxa, mas quebraram a cara, porque as mentes brilhantes que tentaram dar o gato desconhecem a lei, ou o que é mais passível de ter acontecido, sabem que o direito é interpretativo e tentaram se aproveitar dessas brechas.

Seria uma notícia ruim quando da devolução do estatuto, se não guardasse em si uma boa notícia para nós. Isso significa que não poderão usurpar o poder de alteração do estatuto da assembléia geral de sócios como pretendiam com a alinea K, a não ser que tentem novamente (o que é bem possível), alterar o estatuto nos moldes escusos e o cartório acabe aceitando registra-lo.

Soube por intermédio de associado que haverá uma nova reunião do Conselho e da Assembléia de sócios para tentar o regitro em cartório. O Corinthians pode arrumar as irregularidades ou pode tentar registrá-lo por liminar.
Nesse segundo caso, como é via judicial, o registro poderia demorar MUITO tempo. Os outros clubes estão usando esse método, mas no Corinthians tem um porém: se demora muito, NADA DE ELEIÇÃO DIRETA ANO QUE VEM.

Consta que com o estatuto devolvido, a Comissão do Estatuto se reuniu e decidiu pela primeira: vão seguir o curso normal: CONSELHO -> ASSEMBLÉIA ->CARTÓRIO.

Para que o Conselho aprove, ou altere o novo estatuto, o projeto precisa ser submetido, pronto, a ele. Então, o próximo passo é a Comissão re-elaborar as partes, passar pelo CORI novamente, e ser aprovado pelo Conselho.

Depois de pronto, a reunião do Conselho é marcada. Caso aprovado, a Assembléia deve ser marcada. Se aprovado, o estatuto vai pro Cartório novamente.

Um questionamento ainda me perturba: Por que quase não se comenta sobre isso? Por que a maioria dos corinthianos não sabe e não se interessa por saber dessas questões políticas que acabam cedo ou tarde refletindo em campo? Por que a mídia não noticia?

Acho que deveríamos atentar muito mais para estas questões! Um clube que sonha com um estádio e não tem nem estatuto é uma vergonha…é triste.

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Dualib Absolvido: “Pode voltar ao trabalho”

Abril 17, 2008 · 3 Comentários

Alberto Dualib é absolvido pelo STJD – Nesi Cury também se safa

Ex-presidente corintiano pode voltar a trabalhar com o meio
esportivo, se assim desejar

RIO – O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) extinguiu, nesta quinta-feira, o processo na esfera esportiva que condenara no final do ano passado a três anos de suspensão o ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, e o ex-vice-presidente do clube, Nesi Cury.

Os auditores do Pleno do STJD concluíram que houve um erro técnico na condução do processo. “Houve demora entre o dia do conhecimento dos fatos e a oferta de denúncia pela justiça esportiva. O processo morre por prescrição”, disse o presidente em exercício do STJD, Virgilio Val.

Dualib e Cury foram punidos em primeira instância pela justiça esportiva por terem, de acordo com os auditores da 1ª Comissão Disciplinar do STJD, se beneficiado da parceria entre Corinthians e MSI. Agora, Dualib e Cury estão livres para voltar a ter atividades formais na área esportiva.

O atual presidente do clube, Andrés Sanchez, também havia sido julgado pelo STJD, no final do ano passado, mas foi absolvido, uma vez que sua defesa havia desqualificado a acusação por dizer que Sanchez não tinha poder de decisão na antiga administração.

A absolvição de Dualib, no entanto, não serve de alento ao ex-dirigente, já que não possui mais espaço para ocupar uma posição de destaque no Corinthians. Além disso, Dualib é investigado por estelionato e formação de quadrilha pelo Ministério Público e o Deic (Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado). Especula-se que foram desviados R$ 2 milhões. Hoje, a dívida do clube gira em torno de R$ 100 milhões.

Fonte: http://www.estadao.com.br/esportes/not_esp158686,0.htm

Nota do Blog: A justificativa chega a ser ridícula: “Houve demora entre o dia do conhecimento dos fatos e a oferta de denúncia pela justiça esportiva. O processo morre por prescrição”, e denota o quanto a “justiça” desportiva é conivente, qualquer infração que necessite de maiores apurações perde pelo prazo. Isso deveria ser considerado conivência ou conveniência, como preferir.

É bem provável que os facínoras também vençam na justiça comum.

Alguém aí quer uma pizza?

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ESTATUTO: Sobre a reforma e o seu processo

Abril 14, 2008 · 3 Comentários

Por Lucas Medina

Antes de tudo, quero deixar claro que não sou advogado. Tudo o que foi descrito é baseado em informações obtidas, no meu parco conhecimento do Direito mas devidamente respaldado em alguns profissionais e bacharéis que consultei para escrever este texto.

Posto isso, vamos ao que quero dizer.

O novo estatuto do Corinthians, aprovado pelo Conselho Deliberativo em 24 de março, e que inclui o advento das eleições diretas, foi modificado em seu projeto inicial antes da votação e assim, acrescentadas algumas alterações pelo CORI em reunião realizada no dia 28 de fevereiro, e posteriormente incluídas oficialmente em reunião no dia 11 de março. Entre elas, está a letra K no Artigo 87, que lista as competências do CD.

Art. 79 – Compete ao CD, poder soberano, órgão da manifestação coletiva dos sócios:
A – eleger, em escrutínio secreto:
- o Presidente e os Vice-Presidentes da Diretoria;
- os membros efetivos e suplentes do CORI;
- os membros efetivos e suplentes do Conselho Fiscal;
- os membros da Comissão de Ética e Disciplina;
- os conselheiros vitalícios.

(…)

K – alterar este Estatuto quando expressamente convocado para esse fim, reconhecido, preliminarmente pelo CD, a necessidade da reforma.
Parágrafo Único: Qualquer assunto resolvido pelo CD, desde que acompanhado de parecer do órgão competente, só poderá ser renovado perante o CD, após o decurso de um ano.

O curioso, é que esta mudança, até pouco tempo antes da votação final não estava presente nos dois modelos apresentados até então, inclusive disponibilizados no site do clube. E assim foi para a votação no Conselho, os dois modelos, um com eleições diretas e outro com eleições indiretas, já com estas e mais outras alterações feitas pelo CORI, cujo presidente é o Sr. Antônio Roque Citadini.

Estatuto aprovado, agora nos deparamos com outra questão: a sua legitimidade diante da nossa legislação. Segundo o novo Código Civil, vigente desde 2003, apenas a Assembléia Geral de Sócios pode alterar o estatuto, o que contrasta com o definido pela alínea K.

Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral:*
I – destituir os administradores;*
II – alterar o estatuto.*

Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim, cujo quorum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores.*

Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la.*

* (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

Porém a Constituição Federal, legislação máxima do País, prevê a autonomia dos clubes quanto ao seu funcionamento.

217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais, como direito de cada um, observados:
I – a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento;

Por isso, ao meu ver, é perigoso esse novo estatuto aprovado desta forma. A validação dessa questão só deverá se dar na justiça. Seja registrado em cartório ou não, certamente alguma das várias partes envolvidas nesse processo no clube poderão contestar na justiça devido as leis conflitantes descritas acima. E pelo pouco tempo de vigência do Código Civil atual, ainda não há sequer alguma jurisprudência nesse tipo de caso.

Desde as alterações não divulgadas nos projetos originais divulgados no site oficial do clube na seção “transparência”, até o dia da votação, onde pelo que se consta, tudo foi feita de maneira abrupta, sem tempo hábil nem condições ideais para todos os conselheiros analisarem todos os pontos dos projetos e alterações propostas (isso se foram realmente apresentadas, já que alguns conselheiros afirmam que não sabiam disso), e assim poderem votar. Desde a sugestão de última hora, de uma terceira opção, com votação dos sócios entre dois nomes definidos pelo CD, passando pela decisão de voto aberto ou não, culminando na esmagadora maioria escolher o modelo de eleições diretas, e sem que houvesse debate sobre outros pontos começarem a se retirar da reunião, tudo foi feito de forma errada.

O que remete ao que acontece há anos no Corinthians. As votações do Conselho Deliberativo durante a Era Dualib não eram menos obscuras. É preciso um cuidado maior com essa questão, de todas as partes. A reforma estatutária é um dos pontos fundamentais para que o clube se reerga, mas tudo deve ser feita da forma mais transparente e correta possível. Do jeito que está se encaminhando, o Sport Club Corinthians Paulista segue correndo riscos…

***

Questões pertinentes

Algumas pessoas poderiam questionar: Divulgaram um estatuto e na hora de votar, era outro? E nesse segundo, está que o CORI pode destituir/escolher a diretoria sem a votação dos sócios? Então as “diretas” foram uma farsa? Não existe “diretas”?

Resposta: Havia um modelo de estatuto que previa eleições diretas, e outro que previa eleições indiretas. Esse foi o ponto principal, que diferenciava um modelo do outro.

O CORI só fez mudanças em outros artigos, como o 87, com a alínea K.
Nos projetos iniciais, não havia esse texto que dá o poder ao Conselho mudar o estatuto quando julgar necessário no futuro, sem precisar da concordância dos sócios quanto a isso.

Quando esse novo estatuto for registrado (e não houver problemas), o clube passará a ter eleições diretas para presidente.

Porém, o Conselho Deliberativo se entender, por exemplo, que o estatuto deve ser mudado por algum motivo no futuro e precisar ter novamente eleições indiretas, ele tem essa competência.

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Sobre o novo estatuto que foi aprovado

Abril 13, 2008 · 3 Comentários

Fonte: http://oblogdosilvinho.zip.net/

Um dos conselheiros do Corinthians solicitou parecer de um Cartório de Registros sobre o novo estatuto e segundo parecer deste Cartório, nos termos em que foi aprovado o Estatuto, não será possível registrá-lo.

Segundo o conselheiro, os motivos seriam a não aprovação em Assembléia de Sócios e alguns artigos desconformes com o novo Código Civil.

Este parecer será levado à próxima reunião do Conselho Deliberativo.

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Golpe premeditato?

Abril 3, 2008 · 19 Comentários

O artigo 87 – letra K, que dá poderes ao Conselho Deliberativo alterar o novo estatuto, que em tese, deve estar em conformidade com o Código Civil, vem em desencontro a esta exigência.

Existem no clube dois Movimentos que lutam pela democratização do clube: Movimento Fora Dualib e Movimento Diretas Já. O foco do Movimento Fora Dualib sempre foi a eleição direta para presidente, além, claro, da expulsão de Alberto Dualib e Nesi Curi.

O Movimento Diretas Já sempre acreditou que para uma efetiva democratização do clube, outras questões tão importantes quanto as diretas, precisavam ser revistas e formalizou junto ao presidente do Conselho uma proposta de estatuto que não foi levada a votação.

As alterações foram votadas e a proposta das diretas foi aprovada. No entanto, pegou a todos de surpresa, quando publicado o estatuto no site do clube, o tal artigo 87 – letra K, que, se sacramentado, no futuro – próximo ou distante, poderá dar poderes ao conselho alterar o estatuto sem a anuência da Assembléia de Sócios, que no parecer de alguns juristas, é ilegal.

Não compreendo como este artigo foi inserido neste estatuto. Se no futuro for colocado em prática, repito, o conselho poderá alterar o estatuto, inclusive voltando ao velho sistema de eleição indireta para presidente.

O termo “Golpe” já ganha força, mas reluto em acreditar nisso.

Gosto de citar velhos ditados, vocês já devem ter percebido, fui criado ouvindo vários de minha mãe e avós. Vou citar mais um: alegria de pobre, dura pouco.

Mas confio nos homens de bem que existem no clube. Eles existem sim. E são a maioria. E são eles que têm participado das grandes mudanças no clube.

Fonte: http://silvio-romoaldo.blog.uol.com.br/arch2008-03-30_2008-04-05.html

Nota do Blog: Compartilhamos da opinião do Silvinho e torcemos para que haja esclarecimento plausível.

Seria interessante que se tivesse acesso a Ata da reunião, ocorrida no dia 24 de março, quando aprovaram esse estatuto das “Diretas”. A mudança repentina deve ter saído de umas “cabeças pensantes”, no máximo no dia anterior a eleição.

O estatuto das Diretas que estava em exibição no site, não é igual ao que foi aprovado!
No que constava no site, não existia esse inciso K.

Dessa forma, provavelmente, tenha ocorrido uma alteração de última hora e que não foi avisada com antecedência.

Por isso é de extrema importância que se tenha acesso a ata do dia 24/03, que com certeza deve constar a discussão acerca desse art 87, inciso K , e a exclusão do art 46, inciso II.

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Considerações acerca da reforma estatutária

Abril 1, 2008 · 2 Comentários

Por meio de comunidades do Corinthians, no site de relacionamentos Orkut, foi possível encontrar algumas dúvidas e questionamentos dos corinthianos sobre as eleições diretas e a reforma estatutária.

Dentre as desinformações, uma se referia às diretas como sendo uma farsa do clube. Antecipo que não é verdade, porém, compreensível a dúvida dos alvinegros.

O membro da comunidade embasava seu pensamento na constituição do Novo Código Civil, dizia ele:

“alguém aqui já ouviu falar no novo código Civil Brasileiro???

é ele em seu artigo de No. 59 inciso 2
quem regulamenta a parte ligada aos clubes diz claramente…

olha só a Lei:

Art. 59. Compete privativamente à assembléia geral: (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

I – destituir os administradores; (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

II – alterar o estatuto. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

Parágrafo único. Para as deliberações a que se referem os incisos I e II deste artigo é exigido deliberação da assembléia especialmente convocada para esse fim, cujo quorum será o estabelecido no estatuto, bem como os critérios de eleição dos administradores. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

Art. 60. A convocação dos órgãos deliberativos far-se-á na forma do estatuto, garantido a 1/5 (um quinto) dos associados o direito de promovê-la. (Redação dada pela Lei nº 11.127, de 2005)

ou seja, para quem não entendeu, é simples.. só o ASSOCIADO DO CLUBE poderá votar em assembléia.. a mudança do estatuto e a aprovação dele.

então o que aprovaram semana passada foi só carnaval..festa.. o que é lamentável pq seria um salto importante para o clube..

claro que pode ser regularizado isso.. mas hoje o associado não vai votar esse estatuto que está aí.. e juristas e advogados renomados sabem disso. é só perguntar aliás aqui na comunidade tem alguns ADVOGADOS.

então esquece aquele carnaval de segunda-feira passada, aquilo não poderá ser posto em ATA e não poderá ser registrado em cartório, pela sua ilegalidade, nenhum juiz vai aceitar pq não foi de acordo com o que rege a nova Lei do código civil… entenderam?”

Ou seja, foi sugerido que a aprovação das Eleições Diretas e a reforma estatutária teriam sido uma farsa, já que o Conselho Deliberativo do Corinthians foi quem aprovou a medida, porém, conforme o Código Civil prevê e obriga, a decisão compete privativamente à Assembléia Geral de Sócios.

A realidade sobre o estatuto:

Não, as eleições diretas não foram uma farsa, uma vez que o direito é interpretativo.

O antigo estatuto do Corinthians, que dizia que cabe ao Conselho a reforma estatutária fere o Novo Código Civil apenas, não o de 1916, sob o qual o estatuto atual do Corinthians foi formado.

Mais que isto: O art. 217 da Constituição Federal, carta magna e soberana, abre uma grande brecha em relação a isso. O inciso I desse artigo diz que:

“A autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a sua organização e funcionamento”.

Dessa forma, há juristas que defendem a tese do art 59 do CC e há juristas que defendem o art 217 da Constituição Federal.

Nao há jurisprudência e há pouquíssimas súmulas em relação a esses casos.

A verdade é que já que as diretas venceram, isto provavelmente será ratificado na Assembléia Geral de Sócios que irá referendar o direito ao voto que ganhou.

Porém o novo estatuto aprovado será submetido as regras do Novo Código Civil.

Ou seja, a partir de agora, todas as associações deverão competer a reforma do estatuto à Assembléia Geral de Sócios, não mais a nenhum outro poder.

A partir de agora, todas as associações deverão competer a destituição de sócios como função da Assembléia Geral de Sócios, não mais a qualquer outro poder.

As regras do novo Código Civil permitiriam por exemplo, a destituição de Dualib e Nesi Curi pela Assembléia geral de sócios e não mais pelo Conselho Deliberativo.

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Sobre Estatuto do Corinthians e o Blog

Março 29, 2008 · 5 Comentários

Leia na íntegra o novo estatuto do CORINTHIANS abaixo:

sccp-estatuto-20080328.pdf

Pedimos desculpas pela falta de atualiazações no Blog.

Estamos reformulando e reconsiderando os novos rumos a serem tomados após a vitória das eleições diretas.

O foco continuará sendo a questão político-administrativa do clube, bem como a conscientização.

As atividades serão retomadas na próxima semana. Contamos com o apoio de todos, agradecendo desde já a paciência e colaboração.

Abraços Alvinegros!

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É o time do povo, é o Coringão!

Março 25, 2008 · 23 Comentários

Vencemos uma batalha, mas a luta continua nação!

Sigamos em frente, de olhos bem abertos e com consciência sempre.

Vamos lutar pelo resgate do nosso Corinthians: digno, vencedor e apaixonante!

 

“O Corinthians é o time do povo. E é o povo quem vai fazer o time.” (Miguel Bataglia, 1º Presidente do Corinthians)

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Informações Complementares

Março 25, 2008 · 10 Comentários

Reunião do Conselho aprova eleições diretas no Corinthians
Jorge Corrêa
Em São Paulo
O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou nesta segunda-feira, dentre outras coisas, a eleição direta a partir do próximo mandato. 227 conselheiros votaram a favor, com um voto contra, um em branco e duas abstenções.

O resultado foi comemorado pela atual diretoria do clube do Parque São Jorge e pela torcida organizada, que apoiavam esta proposta.

Desta forma, o substituto do presidente Andrés Sanchez será escolhido pelos sócios, e não mais pelos conselheiros do clube. Alguns integrantes do Conselho Deliberativo eram contrários à proposta, com o receio de que o clube passe a ser comandado por um membro de uma das organizadas.

Também foi aprovada o fim da reeleição para os futuros presidentes. Andrés Sanchez, no caso, não se inclui nesta lista, já que cumpre um mandato ‘tampão’ devido à destituição da diretoria eleita no último pleito. Conselheiros eleitos e diretoria passam a possuir, no novo estatuto, mandatos de três anos.

A composição do Conselho Deliberativo também foi reduzida, passando de 400 para 300 sócios. A diferença ocorrerá no número de vitalícios. No regimento atual, são 200, mas o número será reduzido pela metade.

A nova resolução impõe a proibição de conselheiros manterem relações comerciais com o Corinthians, ou ainda de exercerem funções remuneradas no clube.

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Vencemos!

Março 25, 2008 · 5 Comentários

Conselho aprova novo estatuto com eleição direta

São Paulo (SP) – O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou na noite desta segunda-feira o novo estatuto do clube. Depois de analisar duas propostas, 98% dos conselheiros presentes votaram pela opção que estabelece eleição direta para a presidência do clube, ou seja, o novo mandatário será escolhido por meio de votação em assembléia geral dos sócios.

A outra proposta previa a manutenção da eleição presidencial por meio dos próprios conselheiros, mas a opção foi rejeitada. A escolha do novo estatuto foi feita por meio de votação aberta nesta segunda-feira. As principais torcidas uniformizadas do Timão compareceram ao Parque São Jorge com batuques, faixas, bandeiras e uma perua de som, cobrando a aprovação da escolha do presidente pelos associados.

Pouco antes de iniciar a reunião, o presidente Andrés Sanchez concedeu entrevista e afirmou ser favorável ao voto direito, assim como alguns dos principais diretores de sua gestão, como os vices Mário Gobbi Filho e Raul Corrêa da Silva.

As torcidas uniformizadas entoaram gritos de ordem durante toda a reunião. “Diretas, diretas, eleições diretas” e “El, el, el, o clube é da Fiel” foram alguns dos cantos. Além disso, foram estendidas também faixas contrárias ao ex-presidente Alberto Dualib e ao ex-vice, Nesi Curi. Os manifestantes pedem a exclusão dos ex-dirigentes dos quadros de associados.

Fonte: http://www.gazetaesportiva.net/ge_noticias/bin/noticia.php?chid=111&nwid=22607

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Informações de momento

Março 25, 2008 · Deixe um comentário

Por Ricardo

 Atenção!

Segundo informações de Juca Kfouri, as ELEIÇÕES DIRETAS voltam ao Corinthians!

Ainda segundo o Juca a contagem ainda não encerrou mas a opção ELEIÇÕES DIRETAS já possui votos suficientes para sair como vencedora.

Aguardaremos novas informações.

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Votação aberta

Março 25, 2008 · 1 Comentário

Por Ricardo

 Está definido.

A votação será aberta.

Sendo assim, a expectativa é grande para que a escolha do Conselho seja as ELEIÇÕES DIRETAS.

Vamos aguardar.

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24/03/2008

Março 24, 2008 · 12 Comentários

Por Larissa
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Hoje é meu aniversário e meu maior presente só poderia vir mesmo do Sport Club Corinthians Paulista.
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Não. Não é da vitória sofrida por 1 a 0 contra o Rio Claro que falo, é da vitória do povo. Vitória dos corinthianos sobre a corrupção que assola o nosso parque.
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Hoje é dia do alvinegro vencer…que vença a democracia…
DIRETAS JÁ NO TIMÃO!

Salve o Corinthians.

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Entrevista do blog com Sérgio Alvarenga

Março 22, 2008 · 11 Comentários

*Entrevista realizada por Rodrigo Trabulsi com o vice-presidente jurídico do Corinthians Sérgio Alvarenga.


Blog: Por que ambos projetos de reforma estatutária ainda insistem na idéia de que é necessária aprovação do conselho deliberativo pra reforma do estatuto, sendo que o novo Código Civil é taxativo em dizer que cabe, privatimente, a Assembléia Geral essa função? No que tange a expressão subseqüente em negrito, por que os projetos deixam essa brecha?
Art. 45, II
A – alterar este Estatuto, nos termos do Código Civil, quando expressamente convocada para esse fim, reconhecida,
preliminarmente, pelo CD, a necessidade da reforma.

S.A: Particularmente, entendo que a reforma deva sim ser referendada pela Assembléia Geral, como última palavra, após manifestação do Conselho Deliberativo.
A razão de existir um Conselho Deliberativo é a mesma de existir Câmara dos Vereadores, Assembléia Legislativa, Congresso Nacional: pragmatismo. É inviável submeter à apreciação da Assembléia Geral ou, retomando o paralelo, aos eleitores de um Município, Estado ou País, toda e qualquer discussão relevante para a vida do clube, Município, Estado, País.
Neste contexto, surge o sistema representativo, no qual são escolhidos representantes do “povo”, no caso, dos associados. Para não engessar a gestão, criando um sistema paquidérmico, moroso, a maioria das questões deve ser debatida em um ambiente restrito, mais ágil, sob pena de inoperância administrativa.
Restaria para manifestação direta, sem intermediários, da Assembléia Geral alguns assuntos específicos, relevantes, como, na minha opinião, eleição de presidente; eleição de conselheiros; e referendo sobre reforma estatutária.
Reconheço que o nosso sistema representativo contém uma falha, dado que nem todos conselheiros são eleitos e, portanto, representantes dos associados. Estamos, contundo, tentando reduzir esta distorção com o fim dos conselheiros indicados: com a proporcionalidade na composição do Conselho; e com a eleição de vitalícios.

De qualquer forma, viciado, ou não, o sistema representativo, pelo motivo da agilidade, me parece essencial para a vida do clube.
Nesta linha, acho prudente que o Conselho Deliberativo se manifeste em primeiro plano também sobre o estatuto. As discussões que serão travadas dentro de colegiado de 400 pessoas não teriam condições fáticas de se passarem na Assembléia Geral, que hoje contaria com mais de 4000 pessoas.
Assim, após prévia aprovação no Conselho Deliberativo, a reforma deveria, na minha opinião, ser referendada pela Assembléia Geral.
Mas há respeitáveis opiniões em sentido contrário. E estas opiniões são juridicamente motivadas.
Argumenta-se que o artigo 59 do Código Civil seria inconstitucional por ferir a garantia da autonomia de organização e funcionamento das entidades desportivas, assegurada pelo art. 217, I, da Carta Magna. Há jurisprudência neste sentido.
A questão é complexa. As discussões são profundas. Há defensores de respeito das duas teses. Qualquer posicionamento deve ser escolhido após reflexão, com serenidade.
Vou repetir: tenho a minha opinião, mas respeito a dos outros.

Blog: Seguindo a mesma toada, ambos projetos omitem a idéia de que destituição de sócios e aprovação das contas da Associação sao também função da Assembleia Geral, mas, de forma evidente, ainda competem esse funcionamento ao Conselho Deliberativo. Por que?

S.A: Dentro do raciocínio acima externado, penso que estes dois assuntos – aprovação de contas e desligamento de associados – devem ser avaliados pelos representantes dos associados, indiretamente.
A questão das contas é extremamente técnica. Exige detalhada explanação de números. É assunto sempre sujeito a questionamentos e dúvidas que necessitam de saneamento. Assim, não vislumbro condições de tratar eficazmente desta questão em uma movimentada Assembléia Geral.
Apesar disso, em uma medida inédita, a atual Diretoria disponibiliza periodicamente no site oficial os balancetes do clube. Vale a conferência.
Mais ainda, há um inovador canal direto com o Vice-Presidente de Finanças para esclarecimento de dúvidas.
Também no que toca ao desligamento de associados, penso ser contraproducente transferir tal responsabilidade a Assembléia Geral. Não me parece eficiente convocar todos os associados para deliberar, por exemplo, sobre uma agressão ou atraso nas mensalidades.

Blog: E sobre a reforma do estatuto passar ou não pelo crivo da Assembléia de Sócios, depois da votação do conselho no próximo dia 24, há algum entendimento sobre isso? Será permitido, como o Código Civil, no art 59, obriga ser? Senão, quem está liderando a idéia de que tal decisão nao se deve passar pela Assembléia? Dê nome aos bois.

S.A: Acredito que esta questão já esteja respondida acima. O assunto ainda está em debate. A idéia de não aplicação do disposto no artigo 59 do Código Civil, em face do disposto na Constituição Federal, é defendida por muitos juristas, entre os quais os Ministros do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio e o recém aposentado Sepúlveda Pertence. Apenas para ilustrar, informo que o São Paulo Futebol Clube procedeu a recentes alterações estatutárias sem submete-las a Assembléia Geral. E, ao menos até agora, a prática não foi anulada pela Justiça.

Blog: Os projetos de reforma estatutária são contundentes na redução de vitalícios dentro do Conselho, de 200 para 100. Porém, há um erro gravíssimo seguindo essa tendência: De que forma reduzir, como diminuir o número de vitalícios, sendo que os mesmos tem “direitos adquiridos”? Como farão? Os estatutos, novamente, omitem essa resposta.

S.A: As disposições transitórias tratavam sim do assunto. A nomeação de novos vitalícios só seria feita quando houvesse apenas 99 vivos.
Contudo, na rediscussão do assunto, após as opiniões de internautas e conselheiros, a Comissão optou por manter os 200 vitalícios. Não era o meu desejo pessoal, mas foi o da Comissão. O argumento utilizado faz algum sentido: os vitalícios seriam mais independentes à Diretoria, posto que não precisariam fazer campanha para reeleição.

Blog: Há rumores de que a Chapa de Andrés Sanchez, da qual o senhor faz parte, anda distribuindo títulos remidos pra torcedores de organizadas, pra que estes tenham poder de voto. Isso procede?

S.A: Não procede. Assim afirmo com veemência. É a primeira vez que ouço isto e só posso qualificar de bobagem. Quem o espalhou, além de valer-se de má fé, parece não entender como as coisas funcionam.
A atual diretoria não emitiu um único título remido em sua gestão! A “chapa de Andrés Sanchez”, assim, nem os tem para distribuir!
Se, por um acaso, algum antigo proprietário de título remido resolveu vende-lo ou doa-lo a alguém esta é questão particular, a qual a Diretoria não tem qualquer ingerência. É um direito do proprietário.
Contudo, justamente para evitar uma indesejável troca de proprietários de título remidos, a atual Diretoria elevou para 20mil reais a taxa de transferência, com a intenção anunciada de tentar obstaculizar a prática.
Não é só. O novo estatuto estabelece que só poderá participar da Assembléia Geral o associado ”admitido” há mais de 03 anos. Ficou ressalvado ainda nas disposições transitórias, por conta do direito adquirido, que os associados maiores de 18 anos que adquiriram “títulos patrimoniais” na vigência do estatuto anterior poderão participar das Assembléias Gerais se admitidos há mais de 2 anos.
Ou seja, alguém que tenha adquirido ou recebido um titulo remido de um antigo proprietário a menos de 02 anos não poderá participar das eleições do ano que vem!
Além disso, o projeto de estatuo prevê expressamente a proibição da emissão de novos títulos remidos.
Ainda sobre a questão do título remido, as disposições transitórias do projeto estabelecem que o clube, através de sua Diretoria Administrativa, deverá organizar um recadastramento de associados remidos mediante a convocação de todos que possuam essa categoria de título, com o envio de correspondência e publicação de editais em 3 jornais de grande circulação. O associado remido que não se recadastrar no prazo concedido será considerado desligado do quadro social do clube, podendo reestabelecer seus direitos mediante o cumprimento de requisitos estabelecidos em regimento interno do clube. Tudo isto está a indicar que o tais rumores além de falsos, não fazem o menor sentido lógico.

Blog: Na mesma linha, por que a lista dos possíveis eleitores pra reforma estatutária demora tanto pra sair? Seria pra desestimular e não dar tempo ao cidadão corinthiano pesquisar sobre os nomes e formular alguma opinião crítica sobre eles? Ou até pra nao sabermos se eles existem ou nao, de fato?

S.A: Confesso não ter entendido a questão.
Caso a pergunta se refira a lista de associados aptos a participarem da Assembléia Geral, penso que o clube não deve, nem pode, torna-la pública. Não enxergo interesse público no conhecimento de tais informações.
Ao cadastrar novo associado, o clube torna-se depositário de informações particulares da pessoa. Creio que a divulgação destes dados a terceiros poderá até gerar risco de responsabilização civil contra o clube.
A Constituição Federal assegura, expressamente, a indenização por violação da intimidade, da vida privada, da imagem das pessoas (art. 5º, X).
O clube é aberto para quem desejar, e preencher determinados requisitos, tornar-se associado. Não vejo como um direito do “cidadão corinthiano” formular opinião crítica sobre cada um deles.
De qualquer forma, o projeto de estatuto inova ao obrigar que a diretoria forneça, antes da eleição, ao representante de cada chapa, a relação completa dos
associados aptos a votar, com os respectivos endereços. Nesta hipótese, o interesse é evidente e autoriza a divulgação das informações particulares.
Assim, o controle será feito pelos próprios candidatos.
A hipótese levantada de supostamente não existir algum associado inscrito no clube é questão que, caso haja indícios concretos, deve ser – e no que depender de mim será – levada ao conhecimento da polícia, sede apropriada para apuração de crime.
Contudo, creio o novo momento do Corinthians permite que sejamos mais otimistas.
Sei que o nosso passado recente não recomenda que tenhamos fé e confiança na direção do clube. Mas o processo de reformulação, asseguro, é real, é verdadeiro.
Penso ser cabível, ainda que com um pé atrás, conceder um voto de confiança.
O que não cabe, na minha opinião, é a má vontade apriorística.
Assim, em conclusão, creio que a vigilância é sempre essencial. Mas suspeitar-se, sem indícios para tanto, de fraude na lista de eleitores é um pouco de exagero.

Blog: Se há transparência, vocês poderíam nos fornecer tal lista? O Movimento Corinthians dos corinthianos ficaria imensamente responsabilizado por repassar a lista aos torcedores, que sabemos, estarem muitíssimo interessados.

S.A: Acredito haver respondido a questão acima.
Acrescento apenas que, na minha opinião, proteger informações particulares dos associados, não é falta de transparência, mas sim obrigação legal.

Blog: Você corrobora com a idéia de que há uma possível divisão entre Vitalícios e quadrienais, quanto a opinião sobre a reforma? Os primeiros querem as indiretas, por que esta lhes favorece. Os quadrienais querem as diretas, já que obviamente, por estarem mais próximos do restante dos associados, lhes favorecerá no futuro. É bem por aí?

S.A: Nas conversas que mantenho com conselheiros, não apurei esta divisão. Há favoráveis às diretas tanto entre vitalícios como entre quadrienais. E o mesmo se dá em relação às indiretas. Há muitas pessoas sérias no Conselho que se posicionam de acordo com suas convicções pessoais, independentemente de eventuais favorecimentos pessoais.

Blog: O que você acha de nomes conhecidos como Wadih Helu(vitalício e ex-presidente) estarem apoiando as eleições indiretas?

S.A: Respeito a opinião dele, como a de todos. Repito Voltaire: defenderei até a morte seu direito a externa-lá. Discordo da opinião. Mas entendo que faz parte do jogo democrático.
Ademais, as divergências são essências para o engrandecimento do debate. Elas nos fazem pensar.

Blog: Segundo Raul Côrrea, a dívida de Contingências Fiscais da Instituição Corinthians é gigantesca, na casa dos 35 milhões. É normal essa displicência na relação clube-funcionário? Esses números exorbitantes se formam padrão aos outros clubes, ou houve realmente arbitrariedade em tais vínculos?

S.A: Contingências fiscais são as ações movidas pelo fisco em face da reputada ausência de pagamento de tributos. É situação herdade da gestão anterior.
Asseguro, porém, que a atual gestão não atrasou qualquer pagamento tributário.
Não conheço a situação dos outros clubes, mas estou convicto de que, no caso do Corinthians, isto é resultado de má gestão.

Blog: Sobre Dualib e Nesi Curi, por que estes ainda são conselheiros vitalícios regulares e legítimos do clube, mesmo depois de todas as denúncias, acusações e incrimanação contra ambos? Não é paradoxal o discurso da campanha de vocês de repúdio à gestão Dualib, já que Andrés Sanchez depois apoiou a aprovação das contas da última gestão?

S.A: Por iniciativa da Diretoria foi instaurado procedimento para eliminação de ambos do cube. O estatuto vigente reza que tanto a Diretoria, como o Cori, como o Conselho, poderiam fazê-lo. Só a Diretoria fez.
O procedimento está em fase adiantada. Oportunamente, o Conselho será chamado para deliberar sobre o assunto.
Quanto às contas, não vejo contradição. Explico.
É importante ter em mente que as contas do ano passado contemplavam 07 meses de gestão Alberto Dualib, 02 meses de gestão Clodomil Orsi e 03 meses de gestão Andrés Sanchez.
Considere-se, ainda, que as contas não poderiam ser votadas separadamente. Se pudessem, seria ótimo.
Os conselheiros optaram por aprovar as contas com expressa ressalva referente ao período Duaib por entenderem que ainda há o que se descobrir com relação à gestão passada.
A medida me parece ser a melhor para o futuro clube e a mais justa para a administração Andrés Sanchez, cujo grupo que lidera tanto lutou para a saída de Dualib, e que não poderia sofrer punição por atos que não praticou.
Eu também não gostei de aprovar, ainda que com ressalvas, as contas do período Dualib. Mas gostaria menos ainda de reprovar as irretocáveis contas do período Andrés Sanchez. E, nesta hora, o mais importante é pensar na vida do clube.
É importante destacar, ainda, que isto, seguramente, não implica em perdão ou absolvição de Dualib ou Nesi. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento jurídico sabe que as instâncias são independentes e que, caso surjam provas de atos ilícitos, eles responderão sim por suas condutas.

Blog: Sabemos que o clube pretende entrar com um pedido de ressarcimento e hipoteca legal em relação aos bens perdidos e roubados. Mas como entrarão com esse pedido, sendo que nao sabemos o valor correto do prejuízo? Caso entrem, quais as chances de ressarcimento? Está otimista?

S.A: A hipoteca legal só pode ser deferida no limite do prejuízo apontado pela própria ação penal. Assim, as fronteiras econômicas estão estabelecidas pela denúncia formulada pelo Ministério Público.
Evidentemente, nada impede que, sobrevindo novas acusações, novos pedidos de hipoteca sejam feitos.
Penso que a chance de ressarcimento, dentro dos limites acima expostos, é real.
É pouco. Mas é melhor do que nada.
De qualquer forma, o grande ganho talvez seja o de imagem do clube. O ressarcimento, ainda que abaixo do valor do prejuízo, tem um caráter didático, exemplar.

Blog: Voltando ao foco da reforma estatutária, pra finalizar: Qual seu palpite pra votação do próximo dia 24? A instituição corinthians conseguirá romper os grilhões dos conselheiros biônicos e caminhará livre, em busca da igualdade entre os associados? Passaremos a ser o clube da igualdade, nao mais apenas, a “torcida da igualdade”( expressão cirúrgica do brilhante Celso Unzelte)?

S.A: Qualquer previsão seria leviana. Torço pelas diretas. Mas é impossível “cantar vitória”. Caso as diretas sejam aprovadas, mais uma vez estaremos na vanguarda entre os clubes do Brasil. Pelo que sei, salvo melhor Juízo, apenas Flamengo e Santos adotam as eleições diretas.

Considerações de Sérgio Alvarenga: 

Desejo tecer algumas considerações preliminares sobre os projetos de estatuto e a Comissão que agora os propõe.
Pela primeira vez na história do clube, foi constituída uma comissão para elaboração do projeto de novo estatuto dentro do Conselho Deliberativo. A antiga tradição era da imposição das reformas pela Diretoria, para mera homologação pelo CD.
A Comissão foi constituída em 28 de junho de 2007. É totalmente apartidária, já que seus membros têm origens heterogêneas, representando todas as forças políticas do clube. Tanto isto é verdade que nas eleições de outubro de 2007, 03 meses depois, parte da comissão votou em Paulo Garcia e parte votou em Andrés Sanchez.
Tudo isto foi dito para assegurar que os projetos do estatuto não foram elaborados a serviço deste ou daquele grupo político. Muito longe disso. O projeto foi elaborado por verdadeiros corinthianos, a serviço exclusivo do Corinthians.
Os sete membros (Alexandre Husni, Guilherme Strenger, Ademir Benedito, Newton Ferrari, Miguel Marques e Silva, Felipe Ezabella e eu) dedicaram-se de corpo e alma na tarefa. Muitas foram as reuniões realizadas. Em todas elas, cada item foi tratado de maneira responsável, com prudência e parcimônia.
A grande maioria das conclusões foi alcançada por consenso. Algumas poucas necessitaram de votação.
A questão da forma da eleição da diretoria, por ser a mais polêmica, a comissão preferiu delegar a decisão para o plenário do CD. Os sete membros não ficaram à vontade para decidir sozinhos tão relevante assunto.
As primeiras minutas foram disponibilizadas na internet. A comissão recebeu centenas de sugestões de torcedores, associados, conselheiros. Esteve sempre aberta a manifestações de terceiros.
Novas reuniões foram tratadas para discutir as críticas e sugestões apresentadas e diversos ajustes foram feitos.

Evidentemente, o novo estatuto não agradará a todos. Nada agradaria.
Mas estou satisfeito com o resultado final. A evolução é evidente. Muitas conquistas foram alcançadas.
A proibição da reeleição do presidente; o fim dos conselheiros indicados; a eleição proporcional de conselheiros; a proibição de conselheiros manterem relações profissionais com o clube; entre muitas outras, são vitórias indiscutíveis.
Tenho muito orgulho de ter participado deste trabalho.
Por fim, é importante deixar claro que as respostas a seguir apresentadas representam a minha opinião pessoal. Embora ocupe hoje a Vice-Presidência de Assuntos Jurídicos e seja membro da Comissão, não falo nem pela Diretoria, nem pela Comissão. Falo por mim.
Assim, as críticas devem ser dirigidas exclusivamente a mim. E a respeito das críticas, concordando ou discordando, ficarei sempre com a expressiva hipérbole de Voltaire: por mais que discorde, defenderei até a morte o direito do crítico a proferi-las.
Espero que as minhas opiniões sejam recebidas assim também.
Estou a disposição, dentro dos cruéis limites de tempo, para esclarecer novas dúvidas que surgirem.
Um abraço. Sempre às ordens.

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Estádio, de novo…

Março 22, 2008 · 6 Comentários

Do UOL Esporte
Em São Paulo

Uma das empresas que lideram a disputa para construção do sonhado estádio do Corinthians, a Egesa Engenharia S.A. foi condenada, juntamente com mais dois funcionários públicos, a devolver R$16 milhões aos cofres públicos por causa de indícios de superfaturamento em rodovia de Tocantins.

A informação foi publicada nesta sexta-feira pelo Jornal da Tarde.

Surpreendido com a notícia, o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga, tentou minimizar o fato, mas admitiu que o negócio terá que ser revisto.

“Temos que tomar cuidado porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos por conta das leis e mais leis que são criadas. Não podemos colocar no mesmo patamar a Egesa, que tem sede e presidente conhecidos e a MSI, que ninguém sabia onde ficava”, disse Alvarenga ao JT.

Procurada pelo jornal, a Egesa não quis se pronunciar. Na Justiça, a construtora alega que a estrada custou mais do que o previsto, pois houve crescimento no preço de tabela de alguns serviços utilizados na obra.

Nota do blog do Juca: adivinhe quem apresentou a empresa ao Corinthians. Se suares para descobrir é porque desconheces as coisas do clube.
E adivinhe por que a comissão formada para estudar o projeto do estádio, composta por gente séria, achou melhor se dissolver.

Segue a reportagem completa:

Tribunal condena parceira do Timão

A Egesa, uma das empresas que deverá erguer a arena corintiana, foi punida pelo Tribunal de Contas da União por superfaturamento

Marcel Rizzo, marcel.rizzo@grupoestado.com.br

A Egesa Engenharia S.A., uma das empresas que assinou a carta de intenção para a construção do estádio do Corinthians, foi condenada no dia 3 de março pelo Tribunal de Contas da União, em conjunto com dois ex-funcionários públicos, a devolver aos cofres federais mais de R$ 16 milhões. Motivo: indícios de superfaturamento na construção de trecho de estrada no Estado do Tocantins.

A condenação do possível parceiro pegou de surpresa a diretoria corintiana. O vice-presidente jurídico, Sérgio Alvarenga, admitiu que a negociação terá agora de ser analisada com cuidado por causa da traumatizante parceria com a MSI.

A assinatura do contrato entre o Timão e o consórcio firmado entre Egesa e Seebla, ambas de Minas Gerais, depende do aval do Conselho Deliberativo do clube, em reunião ainda sem data marcada. Por enquanto foi firmado um documento de prioridade, com validade até 30 de abril, data em que as empresas precisam apresentar o terreno e a carta de crédito para iniciar a obra. Depois da condenação da Egesa, a diretoria vai sofrer pressão da oposição para que a proposta nem seja colocada em votação.

Oposição vai agir

Se houver o encontro do Conselho para votar o projeto, conselheiros contrários ao projeto prometem apresentar esta e outras denúncias contra a empresa. Serão focados dois casos, fora a condenação de Tocantins: citação da empresa na denúncia do “mensalão mineiro”, pela Procuradoria-Geral da República, e investigação do Ministério Público Federal sobre caso de crime contra o sistema financeiro em Goiás.

“Temos que tomar cuidado, porque hoje em dia quase todas as grandes empresas sofrem processos, por conta de leis e mais leis que são criadas. Não podemos colocar no mesmo patamar a Egesa, que tem sede e presidente conhecidos, e a MSI, que ninguém sabia onde ficava”, ponderou o vice-presidente jurídico do Corinthians, Sérgio Alvarenga. “Mas é lógico que é um caso que precisamos analisar com cuidado. Houve trauma do problema com a MSI, com certeza.”

No caso de Tocantins, o TCU entendeu que houve sobrepreço de 21,96% do valor do contrato. Ao lado do ex-secretário de Infra-estrutura do governo do Tocantins José Edimar Brito Miranda e do ex-diretor do Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER), atual Dnit (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes), Genésio Bernardino de Souza, a construtora é acusada de superfaturamento de trecho da construção da BR-230 entre as cidades de Aguiarnópolis e Luizinópolis.

A investigação começou em 2000 e o valor total a ser devolvido é de R$ 16.861.190,44. Além disso, a empresa e os outros condenados precisarão pagar multa de R$ 50 mil, em até 15 dias a partir da notificação do resultado, para comprovação do recolhimento da dívida ao Tesouro Nacional. O TCU também pediu ao Dnit o cancelamento dos pagamentos para a empresa. Cabe recurso para todos.

A assessoria de imprensa do Corinthians disse que o presidente Andres Sanches desconhece a condenação e as acusações contra a empresa. O vice Heleno Maluf, que coordena o projeto com o consórcio, não foi encontrado para comentar o caso.

A Egesa foi procurada, mas não enviou resposta até o fechamento da edição.

Nota do Blog: Triste e Incrível como esperaram meses até sacar a natureza dos tais parceiros. 
Salve o Corinthians!

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As meninas superpoderosas…

Março 21, 2008 · 7 Comentários

Por Ricardo Perrone – Painel FC

Meninas… Carla Dualib convidou a advogada Gislaine Nunes para tocar cobrança judicial contra o Corinthians.

…superpoderosas: A SMA, empresa da neta de Alberto Dualib, alega que, por decisão da MSI, não recebeu comissões referentes a contratos que intermediou. Na Justiça, Carla deve pedir ao menos R$ 10 milhões.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2103200801.htm

***

Nota: Em primeiro lugar, Nesi e Dualib que deveriam ser expulsos do Corinthians, depois de tudo, ainda ficam lá dando as cartas indiretamente. Triste situação que ao que parece, não vai melhorar tão cedo.

O Corinthians precisa se resguardar e entrar com ação penal e civil contra esses facínoras também.

Se a Gislaine pegou o caso é porque deve ter percebido uma
grande chance de ganhar.

Sabe-se lá qual foi o acordo entre Carla Dualib e o clube. Pode
ser que, de fato, ela tenha razão no pleito, mesmo que seja
imoral.

Nesse caso, a culpa é de quem celebrou o acordo. Seriam então, o avô, os diretores e os conselheiros que foram coniventes com esse estado de coisas.

A verdade é que Gislaine Nunes não é corinthiana. Ela vê o assunto como profissional, mais um caso como tantos. Além disso, se nos baseamos na tradição do Direito Romano, todos têm direito a pleitear uma indenização. Cabe à Justiça determinar se o reclamo é procedente ou não.

No caso de Carla, no entanto, a principal bronca fica por conta de seus vários anos mamando no clube e travando todos os bons projetos que não lhe dessem uma “comissão”.

A verdade é que o clube deveria também processá-la por vários casos, como aquele ligado à renovação da Penalty.

O próprio Kia poderia ser arrolado como  testemunha, pois contou de um empresário que lhe confidenciou:

“Os projetos somente são aprovados se houver comissão para ela.”
 

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Perguntas…

Março 19, 2008 · 14 Comentários

Os blogueiros elaboraram uma série de perguntas que serão respondidas pela diretoria do Sport Club Corinthians Paulista.

Gostaríamos de saber se os leitores teriam indagações ao presidente e dirigentes, que gostariam de anexar à nossa entrevista.

Podem comentar.

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Reflexões: A Política e a Manutenção no Poder

Março 19, 2008 · 1 Comentário

Por Paulo

Segundo Karl Marx, “a ideologia é um instrumento de dominação que age através do convencimento (e não da força), de forma prescritiva, alienando a consciência humana e mascarando a realidade”. Por isso, a ideologia cria uma “falsa consciência” sobre a realidade que visa a reforçar e perpetuar essa dominação.

Outro conceito comumente usado é a ditadura, que segundo Platão e Aristóteles: trata-se da violação das leis e regras pré-estipuladas pela quebra da legitimidade do poder; uma vez no comando, o tirano revoga a legislação em vigor, sobrepondo-a com regras estabelecidas de acordo com as conveniências para a perpetuação deste poder. A intimidação, o terror e o desrespeito às liberdades civis estão entre os métodos usados para conquistar e manter o poder.

A política populista caracteriza-se menos por um conteúdo determinado do que por um “modo” de exercício do poder, através de uma combinação de plebeísmo, autoritarismo e dominação carismática. Sua característica básica é o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático, supostamente sem a intermediação de partidos ou corporações.

Tais tipos de governo (ditadura e populismo) geralmente se utilizam de força bruta para manterem-se no poder, sendo esta aplicada de forma sistemática e constante. Outro expediente é a propaganda institucional, propaganda política constante e de saturação, de forma a cultuar a personalidade do líder, para manter o apoio da opinião pública; uma das formas mais eficientes de se impor à população um determinado sistema é a propaganda subliminar, onde as defesas mentais não estão em guarda contra a informação que está a se introduzir no inconsciente coletivo.

Esta se faz por saturação em todos os meios de comunicação. A censura também tem um papel muito importante, pois não deixa chegar as informações relevantes à opinião pública que está a ser manipulada. Desta forma, ficam atados os dois extremos: primeiro satura-se o ambiente com propaganda a favor do regime, depois são censuradas todas as notícias ruins que possam vir a alterar o estado mental favorável ao sistema imposto.
Após ler tudo isso, o leitor deve estar questionando-se, o que isso tem haver com o Corinthians?

Analise friamente o contexto na qual estamos inseridos, vivenciando, procure respostas através do Método de Sócrates: questione-se, informe-se e sobretudo questione-os. É através do questionamento que aprendemos, e lembrem-se:

“O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a conseqüente vontade de mudança.”

NÃO SOMOS PARTIDÁRIOS A NENHUM GRUPO, SOMOS POLITIZADOS, MAS, ANTES DA POLITICA, LUTAMOS PELO BEM COMUM (CORINTHIANS). ESSE É O NOSSO IDEAL.

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